Data:
10/06/2013
Veículo:
O Globo - Sopa de Letras
VIDA NA ÁGUA, A
Sempre espalho aos sete ventos que amo o mar, os rios, os peixes, os golfinhos, as toninhas (vocês ainda vão ouvir falar muito delas na Rio+20) e tudo que vive debaixo d¿água. Então podem imaginar a minha felicidade quando recebi o livro A vida na água, do indiano Rambharos Jha, da editora Martins Fontes. O livro é uma obra de arte no estilo Mithila, um tipo de pintura popular da região de Bihar, leste da Índia. É impresso à mão, num papel feito artesanalmente, cheio de textura. As cores são vibrantes, os desenhos são lindos. Tão lindos que só numa voltinha no elevador ganharam elogios do nosso superartista daqui do jornal, o premiadíssimo Alvim. Para cada ilustração, Rambharos Jha faz uma descrição e mistura na história suas memórias de menino. Simone Intrator
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Data:
10/06/2013
Veículo:
Revista Carta Fundamental
VIDA NA ÁGUA, A
Debaixo d'água Nascido às margens do rio Ganges, o artista indiano Rambharos Jha utiliza os padrões do tradicional estilo Mithila para descrever sapos, jacarés, peixes e lagostas que habitam o mundo aquático em A vida na água. Impresso à mão em silk-screen, em papel produzido artesanalmente, a caprichada edição da WMF Martins Fontes mistura vibrantes ilustrações construídas a partir de linhas e traços coloridos com textos curtos do autor, carregados de memórias de infância e tradição popular. Em Cadeia alimentar, o indiano recorda um dia de pescaria ao lado do irmão em que ambos presenciaram uma rã sendo perseguida por uma enorme serpente. O posfácio é assinado por outro indiano, o editor de livros Gita Wolf, e fornece mais informações sobre Rambharos Jha e sobre o legado do estilo Mithila. A vida na água De Rambharos Jha São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011
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Data:
10/06/2013
Veículo:
Diário do Nordeste
VIDA NA ÁGUA, A
Mergulho na tradição artística indiana Livro resgata a arte Mithila. Um tipo delicado de pintura popular da Índia, a partir de um novo olhar O artista indiano Rambharos Jha é uma espécie de naturalista que passou parte de sua infância junto ao rio Ganges, pescando e observando profundamente a vida em suas águas. O fascínio pelo ambiente aquático serviu de inspiração para seu primeiro livro "A vida na água". A obra é impressa à mão, em silk-screen, sobre papel produzido artesanalmente, assim como sua costura e encadernação. A gravação das ilustrações em serigrafia e a impressão do texto também são feitas manualmente, página por página. Ilustrações O livro "A vida na água" apresenta ilustrações ao estilo da arte Mithila (de qual seu autor tem formação). Um tipo vibrante e delicado de pintura popular de comunidades rurais de Bihar, região do leste da Índia. Originalmente era uma tradição artística realizada pelas mulheres, que reproduziam imagens de seu cotidiano e símbolos xamânicos, e depois as vendiam. Essa pintura era expressada nos muros e pátios das casas nas épocas de festividades. No final dos anos 1970, elas passaram das paredes para serem delineadas no papel. O estilo Mithila básico tem muitas variantes, depende da região, da comunidade ou da casta dos artistas, mas ao longo dos anos chegou-se a um acervo comum de imagens. Morando em Madhubani, eu tinha a sorte de ver o que as mulheres pintavam. Passava horas vendo-as trabalhar. Não conhecia aquela arte antes e passei a me perguntar por que me sentia tão atraído por ela. Misturando cores e ideias, as mulheres produziam pinturas que me fascinavam, recorda o artista. As ilustrações desenvolvidas por Rambharos Jha faz um resgate da arte Mithila. Cada uma delas é acompanhada por um pequeno texto que alia suas lembranças de infância ao imaginário popular da região indiana. Processo Por meio de traços finos e cuidadosamente calculados, Rambharos tece seres emaranhados de torvelinhos e sinuosidades. Ele inventa criaturas e reconfigura outras já existentes: lagostas, tartarugas, cisnes, cobras e lótus. Em todo seu trabalho, o artista não nos deixa esquecer que essas figuras são simbolizadas e não representadas realisticamente. As ilustrações invocam o formalismo e a simetria de composição Mithila, imergidas em um contexto aquático. Rambharos consegue evocar a herança desse estilo artístico por um olhar novo. Segundo ele, no início extraía sua arte de histórias da mitologia hindu, dos Deuses Krishna e Sol. Aos poucos é que começou a se distanciar dos temas tradicionais. "Queria seguir meu próprio impulso criador e registrar, como todos os artistas, o impacto de meu entorno, o lugar e o tempo em que eu me inseria. Isso não significa que estivesse perdendo o contato com a tradição. Simplesmente estava iniciando uma viagem pela minha imaginação", explica. A partir dessa nova fase do artista é que nasceu "A vida na água". Uma obra para crianças, jovens e adultos. Trazendo-nos um universo idílico, gracioso e cheio de cores. A vida na água Martins Fontes 2011,32 páginas R$ 59 Rambharos Jha O livro tem a tradução de Mônica Stahel. Esta é a primeira edição da obra do autor indiano ANA CECÍLIA SOARES REPÓRTER
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Data:
10/06/2013
Veículo:
Folha de S. Paulo
VIDA NA ÁGUA, A
Editora Tara Books cria livros artesanais ilustrados SILAS MARTÍ DE SÃO PAULO Em tempos de crescente interesse por livros eletrônicos e aumento no consumo de tablets, uma editora que funciona em esquema de comunidade hippie no sul da Índia tem chamado atenção por seus livros artesanais. Só no Brasil, quatro casas, entre elas, Martins Fontes e Scipione, já importaram versões traduzidas das obras da indiana Tara Books. São histórias ilustradas, em geral infantis, editadas e impressas à mão, num processo em que cada página é uma gravura, com cores aplicadas uma a uma em camadas diferentes. Se as narrativas não impressionam pela complexidade, a qualidade da imagem e o esmero no acabamento fazem desses livros --com tiragem máxima de 5.000 exemplares-- objetos de cobiça. No fim de uma conferência sobre o futuro do livro na tradicional Feira de Frankfurt, executivos cercaram o estande da Tara afoitos para fechar um negócio diferente, impossível de fazer nos e-books. Eles me disseram que não importa o que inventassem, nada teria a mesma qualidade desses trabalhos artesanais, afirma Arumugam Chinnasamy, diretor editorial da Tara. "Essa é uma tradição antiga na Índia, estamos só reproduzindo as histórias orais para o formato de livro." ALDEIA GLOBAL No total, 17 pessoas trabalham num vilarejo no sul da Índia para fazer esses livros, entre ilustradores e gravuristas. Quando um funcionário se casa, a editora financia a construção de sua moradia. Mas a atenção global voltada para esses livros, já editados em países como Brasil, França, México, Itália e Japão, fez com que aumentasse a gama de colaboradores espalhados pelos quatro cantos do planeta. Tanto que o pernambucano J. Borges, um dos maiores gravadores populares do Brasil, está agora ilustrando um novo produto da editora. Outro lançamento previsto para o ano que vem vai contar a história de Martin Luther King, com texto do poeta americano Arthur Flowers, design gráfico italiano e ilustrações de indianos --os dois livros sairão no país pela WMF Martins Fontes. ULTRACOLORIDOS Essa mesma editora, a WMF, já lançou outros três títulos da Tara em português. Entre eles, "A Vida na Água", que chegou às livrarias em novembro, chama a atenção pela textura trabalhada de seus desenhos ultracoloridos. Vejo editoras no mundo todo com um interesse maior em criar objetos que não sejam reproduzíveis no formato digital, diz o editor Alexandre Martins Fontes. "Esses livros são tão complexos e difíceis de fazer que são obras de arte, já não são mais só um produto industrial." No longo processo de confecção, o texto vem por último. Como as ilustrações são as mesmas em todas as versões, o conteúdo em línguas diferentes, dependendo da edição, é aplicado só no fim, após a camada final de tinta. A Vida Secreta das Árvores, best-seller da Tara, é um dos casos mais complexos. Numa tiragem de 4.000 exemplares, mais de 300 mil impressões são necessárias para garantir a qualidade das cores nas ilustrações. Cecília Lopes, da editora Gaia, conta que, mesmo com as dificuldade de traduzir o livro para o português, o resultado plástico de "Faça como os Warli!" conquistou leitores infantis. "É um desenho que conta muitas coisas", diz ela. "As crianças ficam fascinadas com esse processo."
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