Data:
06/03/2015
Veículo:
Folha de S.Paulo
Logicomix

 [...] Idealizada por dois matemáticos de origem grega, Apostolos Doxiadis e Christos Papadimitriou, o último professor de ciência da computação na universidade de Berkeley, "Logicomix" narra a trajetória de Russell, da infância até o período que precede a entrada dos americanos na Segunda Guerra Mundial. O livro fala de sua busca pelos fundamentos lógicos dos princípios da matemática e da tentativa de dominar a irracionalidade dos números e do próprio homem [...].

 

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Data:
10/06/2013
Veículo:
Revista Isto é
LOGICOMIX
A vida em Quadrinhos Filósofos, escritores, celebridades e ídolos da música ganham biografias no formato das populares tirinhas Natália Rangel Biografias de personalidades históricas costumam ser garantia de boa vendagem nas livrarias. Em busca de uma diversificação de seu público, o universo dos quadrinhos está investindo nesse gênero literário e lançando clássicos ¿vida e obra¿ no formato de novelas gráficas ¿ as populares tirinhas. A missão é complexa, já que é preciso criar uma representação convincente de seu personagem principal e traçar a trajetória de sua vida numa narrativa que atenda a determinado padrão: um roteiro ágil, envolvente, curto, direto e impactante, que agrade ao mesmo tempo ao leitor habitual de HQs e àquele que procurou a publicação atraído pelo personagem retratado. Dois bons exemplos já estão nas livrarias do País: o livro ¿Kafka por Crumb¿ (Desiderata), que reproduz a história de vida do escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924), e o HQ ¿Logicomix¿ (WMF Martins Fontes), que alterna o pensamento lógico e a trajetória pessoa do filósofo e matemático inglês Bertrand Russell. O primeiro foi desenhado pelo famoso cartunista americano Robert Crumb e teve texto criado por David Mairowitz; o segundo foi ilustrado pelos desenhistas gregos Alecos Papadatos e Annie Di Donna, com assessoria do especialista em lógica Christos H. Papadimitriou. Na biografia de Kafka, logo se percebe que as ricas e repugnantes imagens criadas pelo autor tcheco serviram de inspiração ao cartunista Crumb, que conseguiu combinar eventos da vida atormentada de Kafka com as histórias narradas em seus livros. Está lá a barata de ¿Metamorfose¿, falando diretamente ao leitor, e também está lá o drama da relação do escritor com o pai na forte imagem criada pelo cartunista em referência à obra ¿Cartas ao Pai¿. Uma leitura que seduz pela arte gráfica e pelas histórias bem contadas, e tem a densidade adequada para quem se propõe a falar de um autor como Kafka. O cartoon grego sobre o inglês Bertrand Russell supera o anterior em densidade ¿ é mais longo e literário e esteve sucessivas semanas entre os mais vendidos do ¿The New York Times¿. É considerado um irretocável, complexo e humanizado perfil do pensador britânico, abordando sua conduta de homem mulherengo (casou-se quatro vezes) e apaixonado, seus arroubos suicidas e sua inquebrantável busca dos fundamentos da matemática que por pouco não o levaram à insanidade ¿ tudo isso representado em traços vibrantes e que não atendem a uma linha cronológica. O apelo das biografias ilustradas já é um nicho importante de mercado e histórias famosas como a da refugiada judia Anne Frank foram lançadas em formato de quadrinhos, assim como a vida do músico americano Johnny Cash (¿Johnny Cash: I See a Darkness¿) e a do cantor Elvis Presley (8Inverso Editora). No universo das celebridades pop, já garantiram a sua novela gráfica o cantor Justin Bieber e a atriz Kristen Stewart, de ¿Crepúsculo¿. Nos EUA, nem o presidente Barack Obama escapou ¿ a sua biografia oficial foi recentemente adaptada para uma versão em tiras. BERTRAND RUSSEL Livro sintetiza a vida e o pensamento do aristocrático matemático britânico. FRANZ KAFKA HQ sobre a vida do escritor tcheco alterna passagens de sua obra com traços de sua atormentada personalidade CLÁSSICO Biografia de Kafka tem tiras de Roberto Crumb e texto de David Mairowitz KING ADERE À ONDA DO HQ A série americana ¿American Vampire¿, com textos do mais famoso escritor americano de horror, Stephen King (foto), começa a ser editada este ano no Brasil na revista ¿Vertigo¿ (Panini). É a primeira vez que o autor aceita escrever um roteiro completo em quadrinhos. As 16 histórias criadas por King são protagonizadas por vampiros de origem americana e ambientadas nos EUA do final do século XIX. O personagem principal é Skinner Sweet, que, ao contrário dos vampiros de origem europeia, precisa do sol para viver. Os desenhos são criações do brasileiro Rafael Albuquerque.
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Data:
10/06/2013
Veículo:
Jornal - Estado de Minas
LOGICOMIX
Lógica e LOUCURA João Paulo Volume em quadrinhos sobre a vida e as ideias de Bertrand Russell apresenta inovadora história da matemática, tratando conceitos com rigor sem perder a força da comunicação e existe um assunto mais distante do mundo das histórias em quadrinhos, sem dúvida deve será busca filosófica dos fundamentos lógicos da matemática moderna. Se fosse fácil, não seria tão bom.Um dos grandes méritos de Logicomix ¿ Uma jornada épica em busca da verdade, de Apostolos Doxiadis e Christos H. Papadimitriou, é exatamente enfrentar tema tão sofisticado sempre der, em nenhuma de suas quase 350 páginas, o que a HQ tem de melhor: poder de sedução e diálogo. O livro chega no Brasil escorado numa carreira de sucesso em todo o mundo, tendo cravado o primeiro lugar na lista dos quadrinhos mais vendidos do New York Times. O livro pode ser lido como um romance histórico sobre o século 20. Para isso, nenhum personagem é melhor que Bertrand Russell (1872-1970). O homem, que viveu praticamente um século, esteve envolvido em tudo que podia interessar a mentes inquietas e produtivas: foi matemático, filósofo, educador, escritor, psicólogo, lógico e militante pacifista. Em cada um desses campos propôs ideias fundamentais. Deu mostras de sua radicalidade pessoal em política e comportamento. Era um homem livre em um século que buscava a liberdade. Ficou órfã criança, casou-se quatro vezes, temeu a loucura que alcançou seus filhos. Viveu o século de duas guerras mundiais, de experiências socialistas, de revolução no campo do conhecimento. Em todos esses momentos, teve participação marcante. Logicomix pode também ser uma introdução ao problema do conhecimento, de como as mentes mais brilhantes enfrentaram a mais antiga questão filosófica: é possível garantir que o conhecimento seja verdadeiro? Russel, em sua busca pela verdade absoluta, se relacionou com nomes como Gottlob Frege, David Hilbert, Kurt Gödel, Henri Poincaré, Peano, Cantor, Whitehead e Ludwig Wittgenstein, entre outros. Todos eles, com suas ideias e obsessões, são personagens da história. Em encontros, disputas e reencontros, os mais brilhantes pensadores do século 20 mostram sua face humana, capaz ao mesmo tempo de pensamentos revolucionários e vaidades. Um terceiro nível de leitura, que vai além do aspecto biográfico e da introdução aos conceitos, é o teatro da loucura. Os autores parecem, o tempo todo, se proteger da sombra da desrazão, como se o bilhete para adentrar em questões tão profundas fosse o risco da perda da lucidez. Não foram poucos os filósofos que chegaram a esse limite. Eles se mostram irascíveis, violentos, preconceituosos, antissemitas. O próprio Bertrand Russell,com sua fleuma de lorde inglês, conhece bem os pés de barro da razão e teme, a cada esgotamento nervoso, que a consciência lhe fuja ao domínio. INTERTEXTUAL Mais que discutir as teses apresentadas pelos autores ¿ e até mesmo certos excessos, como a consideração exagerada do paradoxo do barbeiro proposto por Russell em 1901 ¿, Logicomix é um soberbo trabalho de quadrinhos. O roteiro é eficiente e perspicaz, os desenhos sofisticados e delicados, sem brigar em momento algum com o texto. A estratégia intertextual propõe interessante jogo lógico e temporal, que tem tudo a ver com a história. O drama intelectual e humano encenado nas páginas do livro envolve o leitor em sua aproximação em círculos ao tema fundamental. Assim, quando a discussão matemática parece se tornar técnica demais, passa a destacar os dilemas pessoais e até eróticos de Russel; quando a biografia do personagem se torna por demais psicológica, é hora de falar da guerra, de pacifismo e do risco do nazismo; quando o contexto fica em destaque, os autores equilibram com a apresentação do espectro da loucura que ronda os pensadores. A perda da razão é mais que ameaça: Cantor, o mago da infinitude, morre no hospício; Frege, o maior dos lógicos, morre alienado exingando os judeus como responsáveis por todos os males da civilização; Gödel, que provou que a incompletude não pode ser vencida, é vencido pelo desequilíbrio e morre de inanição. Russell não chega a ficar louco,mas tem comportamentos condenáveis, sobre tudo com as Mulheres e os amigos (que trai sem maiores crises de consciência). Não se sabe se a loucura impulsiona a inteligência até seus limites ou se, perto da máxima abstração, a razão sucumbe em busca de amarras ao real. Na primeira parte, os autores conversam em Atenas sobre o projeto de um livro sobre os fundamentos da matemática. Escolhido Russel como condutor da narrativa, é o pensador que aparece contando sua própria história numa conferência, com direito a flash backs e mudanças de rota. O leitor, que nunca se perde nesse jogo, pode escolher ser parceiro dos autores da HQ ou de Russell, já que os dois convidam com a mesma força para seguir a história. Em seguida, em cada parte, o espetáculo da vida e do conhecimento vai sendo desdobrado junto com a história dramática do século 20. Ao final, auto resedesenhistas, encerrada a tarefa, vão assistir à apresentação de um clássico de Ésquilo, Oresteia, no teatro ao ar livre. Eles percebem que se encena um drama que atravessa os séculos e pode ser lido a partir dos problemas de cada era. A verdade é uma busca e cobra dos homens a tolerância, o senso de gratidão e a procura da convivência pacífica. Só assim é possível colher os frutos sob o sol e partilhá-los com os iguais. Na existência, na política e na matemática, a grande lógica é o amor. Qualquer que seja seu nome. GENEROSIDADE Antes de chegarem aos quadrinhos, com a colaboração dos artistas Alecos Papadatos e de sua mulher, Annie di Donna, os autores haviam exercitado a busca de público não especialista. Apostolos Doxiadis, matemático formado nos EUA, escreveu um romance, uma história ficcional da matemática (Tio Petros e a conjectura de Goldbach). Jáogrego Christos Papadimitriou é professor de ciência da computação em Berkeley e, além de trabalhos científicos, publicou um romance sobre Turing e a complexidade computacional. Por que cientistas com carreira consolidada dedicam anos de suas pesquisas a escrever um sofisticado livro em quadrinhos sobre tema tão complexo? Essa pergunta é fácil de responder, bem distante dos enigmas filosóficos dos fundamentos da matemática e da lógica: porque são caras legais. O conhecimento anda por vários caminhos, mas é sempre importante dar o primeiro passo. Nesse momento, além do saber é preciso certa dose de generosidade. . LOGICOMIX De Apostolos Doxiadis e Christos H. Papamitriou EditoraWMF Martins Fontes, 348 páginas, R$ 65
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Data:
10/06/2013
Veículo:
O Estado de São Paulo
LOGICOMIX
Chegou às livrarias nesta semana a melhor graphic novel que li neste ano, Logicomix. O lado humano da busca lógica A partir da biografia do pensador inglês Bertrand Russel, Logicomix, elogiada graphic novel grega que acaba de chegar ao Brasil, traduz em aventura visual os intrincados fundamentos da matemática Raquel Cozer ¿ O Estado de S.Paulo Foi a matemática que salvou Bertrand Russell (1872-1970) de seus arroubos suicidas juvenis. A noção que o filósofo e matemático inglês tinha desse fato, que ele tornaria público tempos depois na autobiografia Greek Exercises, ajuda a entender por que, dentre os tantos gênios da ciência exata no século passado, foi ele o escolhido para protagonizar a graphic novel Logicomix, recém-lançada pela WMF Martins Fontes. Publicada na Grécia em 2008, Logicomix pode ser definida numa sinopse mais apressada como uma trama sobre a busca pelos fundamentos lógicos da matemática. Mas, fosse apenas uma espécie de manual para iniciantes, não teria arrebatado público ao ponto de liderar a lista de HQs mais vendidas do New York Times por semanas a fio e, ao mesmo tempo, arrancado elogios derramados da crítica internacional. ¿Queríamos uma história sobre as pessoas e as paixões que moveram suas ideias¿, diz o roteirista Apostolos Doxiadis, em conversa por telefone com o Estado, de Atenas. A proposta aumentou a complexidade da narrativa, cuja elaboração exigiu dois anos de discussões e outros cinco para roteiro e arte, com uma equipe que incluía o especialista em lógica Christos H. Papadimitriou e os desenhistas Alecos Papadatos e Annie Di Donna. Um lógico ciente de suas fraquezas era o personagem ideal para humanizar essa história. Descendente de nobres, Russell foi, além de filósofo e matemático, ativista político, ícone do pacifismo e galanteador incorrigível (casou-se quatro vezes, teve três filhos e apaixonou-se pela mulher de seu mais duradouro parceiro intelectual, Alfred North Whitehead). ¿Ele era muitos. Mudou várias vezes de ponto de vista, de filosofia, de posição política. Quando alguém fala sobre Russell, a questão é sobre qual está falando, qual idade, qual mentalidade, qual teoria. A única coisa que permaneceu por toda a vida foi a insatisfação com o que não podia explicar¿, analisa Doxiadis. Por esse aspecto, Logicomix engloba vários Russells, já que o segue da segunda metade da década de 1870 até 1939. E se dá o direito de alguma ¿liberdade quadrinística¿, inclusive nas participações de nomes célebres como Kurt Gödel, Gottfried Leibniz e Ludwig Wittgenstein Não menos intrincada é a forma da narrativa. Como uma matrioska, a boneca russa que contém outras similares dentro de si, ela se constrói em camadas, na definição de Doxiadis. A exterior tem como personagens os autores da HQ, envolvidos na tentativa de esclarecer para eles mesmos o que será tratado nas páginas a seguir. Eles apresentam os fatos da segunda camada, na qual Russell chega a uma universidade americana, em 4 de setembro de 1939 ¿ logo depois de o Reino Unido entrar na 2ª Guerra -, convidado a palestrar sobre a lógica nas questões humanas. É abordado na entrada por manifestantes, que clamam por seu apoio pela não-participação dos EUA no conflito, e os convence a entrar no auditório para ouvi-lo. Na palestra, Russell passa a narrar a terceira camada, cronológica, que começa no dia em que ele, criança, vai morar com os avós e se vê num ambiente de regras rigorosas e ardor religioso. É nesse cenário que trava o primeiro contato com a matemática. Logo percebe uma insatisfação com aquela ¿mágica¿ que agora o fascina ¿ a existência de fatos aceitos sem provas, como o axioma ¿através de um ponto exterior a uma reta só é possível passar uma reta paralela a ela¿. ¿De que vale uma demonstração que se baseia em algo não demonstrado?¿, questiona o garoto ao professor na graphic novel. A imagem o perseguirá pelo resto da vida: ¿A matemática era como o cosmos da mitologia indiana: sua aparente solidez na verdade dependia dos caprichos dos animais que o carregavam. A matemática se erguia sobre bases instáveis.¿ Loucura. É irônico que, no sentido emocional, tenha sido também sobre bases instáveis que se construiu o pensamento da época. A estranha relação entre lógica e insanidade é outro tema central da HQ, que desfia exemplos. A loucura acometeu o russo Georg Cantor (1845-1918), ¿o homem que provou da árvore do conhecimento do infinito¿, e o alemão Gottlob Frege (1848- 1925), autor dos Fundamentos da Aritmética; já o austríaco Gödel (1906-1978) morreu de fome, paranoico com a ideia de ser envenenado. Russell não perdeu a razão, mas temeu isso toda a vida. Dois de seus tios eram loucos e um filho sofria de esquizofrenia, assim como uma neta, que se suicidou. ¿A alta incidência de doenças mentais entre os fundadores da lógica foi algo sobre o que escreveu (o filósofo e matemático ítalo-americano) Gian-Carlo Rota. Faz sentido se pensarmos que a lógica leva a extremos¿, analisa Doxiadis. O jovem Bertrand Russell se colocava no limiar entre a filosofia e a matemática. Era seguidor do alemão David Hilbert (1862- 1943), que pregava a rigorosa exatidão da demonstração na matemática. O outro extremo tinha como maior nome o francês Henri Poincaré (1854-1912), defensor da importância da intuição. Mas, por curiosidade, a maior contribuição do inglês para a discussão enfraqueceu o lado que ele defendia. Foi em 1901, quando lhe ocorreu a questão que viria a ser exemplificada mais ou menos desta forma: os homens de uma cidade são obrigados por lei a fazer a barba todo dia. Eles podem fazer a própria barba ou recorrer ao único barbeiro local, cuja atribuição é barbear só aqueles que não fazem a própria barba. Assim sendo, quem faz a barba do barbeiro? Parece um simples jogo de palavras, mas, para a busca da base lógica na matemática, foi um baque. A ponto de, dois anos depois, Frege ter incluído um adendo no seu segundo Fundamentos da Aritmética: ¿Poucas coisas podem ser mais desastrosas para um autor de textos científicos do que ter um dos pilares de sua empreitada abalado depois de concluir sua obra. Vi-me nessa situação ao receber uma carta do sr. Bertrand Russell, justamente quando o processo de publicação deste volume estava quase concluído.¿ Russell e Whitehead passariam duas décadas tentando resolver isso em estudos que resultariam nos três volumes do Principia Mathematica. Não foram bem- sucedidos, mas plantaram as bases que inspiraram Gödel e Wittgenstein, entre outros, e foram fundamentais à ciência da computação. Ficção. Formado em matemática na Universidade de Columbia, Doxiadis experimenta a intersecção com a ficção desde 1992, quando publicou o best-seller Tio Petros e a Conjectura de Goldbach (Editora 34). ¿Estou acostumado a me dirigir a pessoas que não entendem de matemática. Acredito que os leitores dos meus dois livros, em geral, gostam de literatura, e não de obras de ciência popular. Mas não vejo sentido em tornar as coisas difíceis para o leitor, em fazê-lo trabalhar para entender o que está lendo.¿ Sempre hábil com as palavras, o autor fica vários segundos em silêncio ao ser questionado sobre por que resolveu contar a história numa HQ. Por fim, argumenta: ¿Eu nunca poderia escrever um romance histórico. Isso exigiria enormes descrições, e elas me entediam. Tenho mais interesse por ideias, diálogos, ações e paixões. Numa graphic novel, você deixa a arte fazer a descrição."
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